quinta-feira, 3 de maio de 2012

O que te espera...

Quantos te disseram que não deveria? Quais foram os que não apoiaram? Quem disse que não era pra você?

Tantos falando e tão poucos sentindo. Lembra daquele? O pequeno por fora e gigante por dentro, que mesmo ficando tão pouco, te fez sentir gigante, como ele. E aquele outro? que de tão rápido tu só lembra o nome? Tem aquele que ficou por anos, te magoando sem saber, mas no fim você sempre o perdoa, porque há algo nele tão apaixonante que nem você sabe explicar. Teve aquele que te viu muito menina, debilitada, lembra desse? Quanta doçura nas palavras. E o outro que só te viu mulher, guerreira, lutando para que o dia seguinte fosse tão perfeito quanto o anterior. O que nem te viu. O que ainda não viu. O que nem te vê. O que espera ver.

E você aí, guardando aquela frase para o "para sempre". Eu te amo? Tu sabes que não. Essa você já falou não lembra? Ah é mesmo, não era de verdade. Que pena! Dói? Sério? Não sabia que se arrependia. É bom né? Sim, é bom se arrepender. Mostra que você se preocupa. Ele vai ficar bem, tenho certeza que nem lembra mais de ti. Horror? Por que? Tu também nem se lembrava dele. É. Até agora. Levanta a cabeça, para de chorar. Ele e todos os outros estão felizes, eu estou te garantindo isso.

É, eu sei que você se apaixonou por aquele outro. O sorriso? Sim, eu também adoro o jeito como ele sorri. O abraço te doía mais do que a ausência, é, eu também sei disso. Sei que é difícil não procurá-lo, ah como sei! Mas ele recebe tuas orações. Sabendo ué, me contaram.
Mas agora chega. Dorme pequena. Isso, fecha os olhos e se lembra só do que foi bom. Eu vou ficar aqui. Não, não vou embora, eu prometo. To trabalhando por você agora. Não quero que se preocupe com mais nada. Eu farei você dizer essa frase que você ensaia há anos.

Dorme pequena, o que está por vir é ainda mais lindo do que você sonha.

D.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

O uso de novas tecnologias como fator de competitividade no mercado

A importância de uma boa comunicação para o crescimento da empresa.
RESUMO

Nesse artigo é analisado o uso de novas tecnologias como aumento da produtividade e competitividade no mercado. De acordo com os dados apurados, fica evidente que a utilização das novas tecnologias é de fundamental importância para a relação empregador/funcionários/clientes. A comunicação interna das empresas é vista como principal fundamentador da instituição no mercado.

Palavras-Chave: Jornalismo; Novas tecnologias, comunicação interna.



Até o final dos anos 80, as empresas utilizavam como meios de comunicação, as formas tradicionais, como mural informativo, jornal impresso, correspondência, rádios, entre outros. Passado os anos, com o avanço da tecnologia, as empresas  perceberam que era preciso mais que papéis. Surgem então, as novas tecnologias. Redes sociais, intranet ( uma página na web com acesso restrito a um grupo de pessoas), serviços de mensagens instantâneas, entre outros, aparecem para complementar as formas de comunicação já existentes nas organizações.

As empresas estão inseridas em um mercado altamente competitivo e turbulento, que se transforma e evolui a todo instante com uma velocidade alucinante, exigindo das empresas um sistema de informação ágil e eficaz que acompanhe o ritmo das transformações. A busca por competitividade, através de redução de custos e ganhos de produtividade, faz com que as organizações procurem por inovações tecnológicas que as permitam obter uma vantagem competitiva e moderna no meio do mercado.

De acordo com LÉVY (1999, p.28), o conceito de novas tecnologias pode ser entendido como "a atividade multiforme de grupos humanos, um devir coletivo complexo que se cristaliza, sobretudo em volta de objetos materiais, de programas de computador e de dispositivos de comunicação". É possível afirmar que os grupos de trabalho se condensaram e que seus objetivos são alcançados, quando utilizam as novas tecnologias para se comunicarem.

A utilização de novas tecnologias tem sido considerada vital para a sobrevivência da organização. A utilização dos meios de comunicações de internet já está presente nas organizações, provocando mudanças profundas em todos os setores da empresa, alterando a estrutura organizacional, as relações de trabalho, o perfil do trabalhador e a cultura da organização, motivando os funcionários a procurar sempre o aperfeiçoamento no que for de seu interesse para crescer junto à empresa.

As inovações no conteúdo e na natureza das tarefas, deixando de utilizar métodos manuais e passam a eletrônicos ou utilização de escritórios virtuais, geram reações comportamentais como resistências e temores. Em relação às habilidades do trabalhador, os impactos podem ser de aproveitamento ou não, dependendo do ramo da empresa. Entretanto todos os trabalhadores inegavelmente sofrerão os impactos da tecnologia.

Uma das formas mais utilizadas pelas instituições é a intranet, um meio ágil e prático de propagar lembretes, avisos e condições gerais para aprimorar o relacionamento. Com o aumento da popularidade, as redes sociais têm se tornado também, formas de interação entre empregadores e empregados. Divertir-se diante de situações engraçadas, compartilhar notícias, acompanhar clientes, anunciar, vender e comprar, possuir feedback, parabenizar e incentivar funcionários. Essas e tantas outras são as funções que  agregam valor e possibilitam fazer com que a relação funcionário/empregador/cliente se torne mais íntima e, portanto, mais satisfatória nos resultados.

É bem comum encontrar nas redações de jornais, editores, jornalistas, diagramadores, todos com serviços de mensagens instantâneas abertos. Isso facilita e otimiza o andamento e execução do trabalho. As novas tecnologias têm auxiliado não somente jornais, mas escolas, faculdades, empresas públicas e principalmente privadas, em que há a exigência de um maior contato com seus clientes.

E com as mais diversas funções que a internet e os meios tecnológicos oferecem é fácil encontrar empresas se destacando no mercado, por terem uma boa relação com seus funcionários e clientes. E é disso que o mundo anseia, de empresas e pessoas preocupadas com a boa funcionalidade de seus projetos.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Documentário Estrutural: Resgatando Sonhos

Situada próxima a uma das principais vias de acesso ao centro da capital federal, a cidade Estrutural é conhecida pela maioria como a “Cidade do Lixão”. O nome procede da ocupação feita pelos catadores do lixão existentes no local. Por conta da falta de planejamento, a cidade nasceu e se instalou sem estrutura e saneamento básico. Até os dias atuais são poucas as vias que já estão asfaltadas. A população, em sua maioria, é de baixa renda e casos de violência são relatados com frequência nos jornais da cidade.


A ideia do documentário nasceu quando se percebeu que a mídia mostrava somente o lado negativo da região. Em forma de vídeo documentário, foi apresentada a via positiva, o trabalho das Organizações Não Governamentais (ONGs), associações, cooperativas e pessoas que, voluntariamente, estão presentes na vida dos moradores em trabalhos sociais. Uma realidade pouco vista foi demonstrada nas cenas.

O documentário final tem 25 minutos de duração. Assista ao compacto de 5 minutos do meu trabalho de conclusão de curso:

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Crash – No Limite: A diversidade como deve ser

           Para começar esse texto é preciso que entendamos alguns conceitos. Diversidade cultural, segundo a Wikipédia é  o termo que “engloba as diferenças culturais que existem entre as pessoas, como a linguagem, danças, vestuário e tradições, bem como a forma como as sociedades organizam-se conforme a sua concepção de moral e de religião, a forma como eles interagem com o ambiente etc.”

Segundo o dicionário Aurélio alteridade é a “qualidade do que é outro”. A wikipédia define como “a concepção que parte do pressuposto básico de que todo o homem social interage e interdepende de outros indivíduos.”

Partindo desses conceitos básicos temos como avaliar e descrever o filme Crash – No Limite, lançado internacionalmente em 2005 e dirigido por Paul Haggis. O filme em resumo, trata de preconceito na cidade de Los Angeles, em vários segmentos, do racial à etnia.

            Entre negros, brancos, mulçumanos, ricos, pobres e latinos, o filme ronda em torno de um assunto principal, o preconceito entre indivíduos. Partindo disso é possível fazer uma análise envolvendo a alteridade, a diversidade cultural e a ética racial.

            Desde que o mundo é mundo vemos o preconceito explícito, ou às vezes nem tanto. Você já saiu de uma calçada para outra porque viu um homem “mal encarado”? Riu da roupa e/ou acessórios de uma pessoa com cultura diferente da sua? Criticou uma adolescente grávida? Se você respondeu sim a alguma dessas perguntas, é meu amigo, você também já foi preconceituoso.

            O preconceito entre as raças, culturas e línguas está a todo momento nos cercando, mesmo que não admitamos, alguma vez na vida sofremos ou colaboramos para a disseminação do preconceito.

Mudando um pouco o rumo, vamos entender a diversidade cultural. É fácil entender que em um país plural como o nosso, é comum encontrarmos pelas ruas pessoas com diferentes jeitos e sotaques. Antigamente, as pessoas eram divididas na sociedade exatamente por essas particularidades. Muçulmanos, ricos, pobres, negros, nada se misturava. Com o tempo essas particularidades foram sumindo e as diversidades culturais começaram a se juntar.

No Brasil, temos o exemplo claro disso. Em São Paulo existem ruas inteiras de imigrantes japoneses. Comprove pela sua rede amigos e conhecidos, você com certeza conhece algum nordestino, carioca, filhos/netos de japoneses, católico, espírita, etc. Porque diversidade cultural nada mais é do que a pluralidade de religiões, etnias e principalmente cultura, como sugere o nome.

            Tratando da diversidade cultural, devemos entender a alteridade. Como já foi definido é quando socialmente dependemos do outro para viver. Concordar com isso é como andar. Não existem estudos que comprovem que uma pessoa conseguiu viver sozinha, mesmo que tenha sido com seu cachorro, ela não viveu sozinha.

O poeta, músico e compositor Fernando Anitelli escreveu em uma de suas músicas: “Evoca-se na sombra uma inquietude, uma alteridade disfarçada, inquilina de todos nossos riscos”. Entendo essa frase dele como que alguém, mesmo querendo viver sozinha, não consegue. Viver sozinho é um perigo. Viver sem entender e respeitar o outro é suicídio.

Voltamos agora ao filme Crash. O diretor teve a sensibilidade de tratar o assunto da cultura e do preconceito, da forma mais certa possível. Mostrando a fortaleza e a fraqueza de seus personagens. O negro que acha que todos estão sendo preconceituosos, mas acaba sendo ajudado por um também negro. A mulher rica que esnoba o pobre, mas tem como melhor amiga sua empregada. O que mais chama a atenção é o encontro das diversas culturas que se entrelaçam de uma forma fascinante.

O autor teve uma sacada de mestre ao mostrar que mesmo diferentes, uns precisam dos outros. E como ainda é possível haver respeito entre as raças, as etnias, as culturas. O presente e o futuro de seus personagens nos levam a uma questão central: Diversidade, é possível conviver com ela.
           
Apesar de escondermos o preconceito, ele existe por toda parte. Você algum dia foi ou será alvo de preconceito, pode ser por sua roupa diferente, ou pelo seu cabelo despenteado, pelo seu sotaque puxado. Mas sabe, se eu fosse você nem se preocupava com isso, o que te bate é o mesmo que levará um soco pelas costas, é tudo um vai e volta. O mundo é assim desde que se conhece sobre ele. Lutar por igualdade é preciso, mesmo que maquiada, a luta existe. Mas lutar pelo respeito é mais preciso ainda, se houver respeito entre as pessoas, o convívio se torna menos doloroso. Mas a maquiagem cada dia derrete um pouco, um dia ela fica limpinha, como o palhaço depois da apresentação.


terça-feira, 31 de janeiro de 2012

A guardiã da minha irmã

“A guardiã da minha irmã”, no título original “My sister´s keeper” foi o livro que inspirou o filme “Uma prova de amor”. Se você já viu o filme e chorou muito, prepare-se para chorar o triplo lendo o livro.
Anna Fitzgerald, a personagem central, é uma adolescente de 13 anos que, desde que nasceu, sofreu diversos procedimentos médicos para salvar a vida da irmã Kate, que tem câncer. Após muitos anos de tratamento, Kate tem insuficiência renal e a mãe delas, Sara, pede a Anna que doe um rim para a irmã. Cansada de tantas agulhadas e internações, e agora, obrigada a doar um rim para ajudar Kate, Anna contrata o advogado Campbell Alexander, e abre um processo contra os pais para obter emancipação médica e poder decidir sobre o que fazer com seu próprio corpo.   
 
O livro é escrito na visão de seis personagens: Anna, Sara, Brian (pai), Jesse (irmão mais velho), Campbell e Julia (Guardiã ad litem escolhida para ajudar Anna no processo contra os pais).
Kate só aparece em 3ª pessoa no livro, mas tem uma razão muito linda para isso. Vocês verão se lerem.

Algumas diferenças entre o livro e o filme:
  • Jesse é o irmão mais velho no livro. No filme ele parece ser o mais novo, ou quase da mesma idade de Anna;
  • No livro existe a Julia, no filme não;
  • No filme a juíza é uma mulher, no livro, um homem;
  • E o mais legal de tudo: O final do livro é outro completamente diferente do filme.

As coisas que mais gostei é que os personagens tem particularidades muito interessantes que não foram abordadas no filme. Eu não imagino o por que do diretor do filme “Uma prova de amor” ter mudado o final, mas se foi para que as pessoas comprassem o livro e se surpreendessem, acertou.

É um ótima leitura. Emociona até aqueles que não choram, acredite.


"Jesse está errado - Eu não vim ver Kate porque isso faria eu me sentir melhor. Eu vim porque sem ela, é difícil lembrar quem eu sou."
 

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

MP 557 e a mania de conspiração

Hoje, excepcionalmente, abri as portas do meu blog para uma amiga. Conversando sobre o tema, ela me disse que gostaria de escrever e compartilhar, como ela não tem blog, o Visão de Fato lhe servirá. Aproveitem a leitura!

Por Alessandra Gouveia


Desde que foi publicada no Diário Oficial da União na última terça-feira (27), a MP 557 tem causado bastante ruído nas redes. Blogueiras feministas deram início ao bafafá. Mas, até agora, ninguém argumentou embasado na Lei qualquer apontamento que justifique o desmerecimento lançado sobre a iniciativa do Ministério da Saúde e da Presidência da República.

A Medida Provisória 557/2011 institui o Sistema Nacional de Cadastro, Vigilância e Acompanhamento para Prevenção da Mortalidade Materna. Ao que me parece, todos que estão “argumentando” contra a MP só leram o termo “Vigilância” e por isso acharam de atacar e fomentar uma teoria conspiratória.

O real objetivo foi deixado em segundo plano, que é o da “Prevenção da Mortalidade Materna”. Se não se faz nada, o povo critica. Se faz, critica ainda mais. Vai entender. Estão acusando o Estado de, por meio deste cadastro, fazer uma “buscativa” de mulheres que provocaram aborto a fim de prendê-las. Gente!

Para quem não sabe, a curetagem (operação que retira o material placentário ou endometrial da cavidade uterina – normalmente) após aborto é a segunda cirurgia mais realizada pelo SUS. Neste último ano, foram feitas cerca de 200 mil. Nem por isso, as unidades de saúde saíram acionando a polícia para prender estas mulheres.

A MP 557 não muda isso. Aliás, nem trata a respeito. Ela simplesmente cria Conselhos que avaliam o cadastro de gestantes que INICIARAM O PRÉ NATAL, para dali compreender quais são as de risco e dar a elas atendimento adequado. Ou vai dizer que vocês vão a algum hospital neste país, para qualquer procedimento, sem se cadastrar?! Em toda unidade de saúde, seja ela pública ou particular, você se cadastra. Você tem um prontuário com todas as suas informações. Caso ocorra algo com você, por conseqüência do atendimento médico, as autoridades competentes terão como avaliar. Vai dizer que você é contra isso também?

No caso do “SNCVAPMM”, o cadastro mencionado é o de gestantes que optam pelo pré-natal. Esse cadastro, com informações sobre o estado de saúde dessas mulheres, como qualquer outro, não é divulgado. É acessível apenas ao conselho médico da unidade, e ao Conselho Nacional, que a partir desses dados vai promover políticas públicas preventivas.

A MP também prevê a criação de um benefício, um auxílio deslocamento, para gestantes que desejarem recebê-lo, no valor de R$50 dados em duas parcelas. Este é só um reforço financeiro para o transporte (locomoção, sabe?! De casa para a Unidade de Saúde) para que as gestantes não deixem de realizar o pré natal. A decisão para criação do benefício foi tomada a partir de uma pesquisa feita na auditoria do SUS, que apontou um conjunto de mulheres que deixam de dar continuidade ao pré natal por não ter condições financeiras de se deslocar até sua unidade de saúde. Neste período sem acompanhamento, a gestação pode deixar de ser normal e se tornar de risco. Ou seja, o objetivo é só incentivar que aquelas gestantes que desejam manter a gravidez, façam isso com todo acompanhamento necessário. O Governo não está tentando convencer mulheres a deixarem de abortar por R$50.

Aí sim, estas mulheres que desejarem receber o auxílio deslocamento terão seus nomes divulgados assim como é feito no Programa Bolsa-Família, de acordo com os termos da Lei da Transparência.

Quero saber qual direito humano da mulher está sendo violado com esta MP. Porque meu raciocínio não conseguiu acompanhar esta teoria conspiratória.

E para fechar, assistam o vídeo que o ministro Alexandre Padilha gravou explicando a MP