terça-feira, 16 de março de 2010

A existência ou não de um Deus

Entre tantas religiões existentes hoje no Brasil, do protestantismo ao catolicismo, do budismo ao judaísmo, há duas vertentes muito faladas e contestadas atualmente: o agnosticismo e o ateísmo.
O agnosticismo foi formulado pelo biólogo britânico Thomas Henry Huxley, em 1876. Ele definiu o agnóstico como alguém que acredita que a questão da existência ou não de um poder superior (Deus) não foi nem nunca será resolvida.

Um agnóstico pode ser tanto ateu quanto teísta ou deísta. Alguém que admita ser impossível ter o conhecimento objetivo sobre a questão — portanto agnóstico — pode com base nisso não ver motivos para crer em qualquer deus (ateísmo fraco), ou pode, apesar disso, ainda crer em algum deus por fé (fideísmo).

Ou seja, o agnóstico não acredita que alguém possa confirmar ou não, a existência de um ser superior.

O ateísmo por sua vez é uma posição filosófica que não acredita que existem deuses.
O ateísmo é considerado como uma posição ideológica em relação à crença em deuses. Não pode ser considerado como um tipo específico de religião já que, na maioria das definições aceitas, para que uma dada perspectiva seja classificada como tendo caráter religioso, esta deve ter como elemento central um ou mais deuses, ou entidades divinas.

Acreditar ou não em um Deus não o torna mais ou menos na sociedade. Infelizmente, ainda vivemos num país com muitos conceitos e “pré-conceitos”. Quem acha que manda no que o outro deve acreditar ou não, se torna mais ignorante quanto o que está perdido nas suas convicções.
Querer que alguém te siga no que acredita, simplesmente porque acha que a sua religão é mais importante do que a outra, te faz totalmente absurdo.

Pedro Nunes, 28 anos, que é agnóstico, escreveu em seu blog:

“Não existe um argumento consistente a respeito da inexistência divina. Ou da existência, também. É tudo uma grande interrogação. Uma pergunta daquelas para as quais nós não temos resposta. Nosso conhecimento não atingiu tal magnitude ainda, e cientistas que se aprofundam em suas áreas de conhecimento chegam a um beco sem saída. Alguns, nesse ponto, partem para o estudo e a criação de novas teorias. Outros, apesar de continuarem estudando, fazem referência a algo como “uma força maior”.

Porque existe a repulsa com os que não acreditam em Deus? Quem é você para julgar o que é certo ou errado?
Qualquer forma de preconceito, seja de religiões às roupas que você usa, são do tamanho da cabeça do quem te bota o dedo na cara. Ou seja, mínimo.
Eu tenho uma religião e acredito em Deus, não sei dizer se existe ou não, mas eu acredito porque tenho fé. Respeito entre as religiões e posições filosóficas ainda é um assunto que será tratado por anos, porque sempre vai existir as pessoas que te contestam, e com o único intuito de te fazer acreditar no que ela acredita, o que é isso senão também uma forma de religião?

Como a política, o seu gosto para comida, a cor da sua roupa, e outras coisas pessoais, a religião também será um assunto que gerará por muitos anos preconceitos e horas e mais horas de discussão. Não tema essas. Tema por acreditar no que dizem.


Por: Dharana Bastos


*Visite o blog de Pedro Nunes: http://www.utops.com.br

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