domingo, 2 de maio de 2010

Web designer, a profissão do futuro



A internet já faz parte da vida do brasileiro. Não importa a escolaridade, sexo, religião, todos estão conectados ao mundo virtual. Para se ter uma idéia do avanço da tecnologia, o número de usuários da internet no Brasil cresceu 75,3% entre os anos de 2005 e 2008, segundo dados do IBGE.
E nessa enorme rede, várias pessoas se aprimoraram no conhecimento da web. Entre esse profissionais estão os web designers, que são os profissionais responsáveis pela elaboração de um projeto estético e funcional de um site.

E foi em uma tarde tranquila que conversei com Rafael Zart e Filipe Fernandes, ambos de 21 anos. Rafael é publicitário, fotógrafo, escritor, designer e diretor de criação da Agência Notoriall em Brasília.
Filipe é estudante de publicidade, designer e analista de mídias sociais.

Rafa, quando decidiu pela profissão de design?

Eu não sei bem se eu decidi isso, sabe? Eu comecei mexendo com internet fazendo sites pra mim mesmo, era bem garoto, fazia eles no FrontPage (programa de edição de html). Ai fui fazendo mais um e mais, até que virou um jeito de ganhar dinheiro. Dai passei pro design gráfico, com coisas pequenas: um convite de aniversário, um cartaz, essas coisas.

Filipe, você é designer e/ou web designer?

É difícil essa classificação, porque um depende do outro. Eu não posso me julgar web designer sem ter aprendido os conceitos básicos de design, o que faria de mim um designer. Classificar uma pessoa como designer, web designer, designer gráfico e afins é que nem classificar um médico por exemplo. Um dentista é um médico, assim como um oftalmologista também é. Assim como na medicina, os designers tem especializações, ou seja, acima de qualquer especialização, podemos dizer que sou designer e sou especializado em web design.

Rafa, você é especializado em alguma área específica?

Eu tenho tanto cursos de web (design para web, Flash, marketing pela Internet), quanto de design impresso (Criação Publicitária, Direção de Arte). Estou pensando em fazer uma pós em Design Gráfico, já que atualmente é a área que mais tenho gostado e atuado.

Filipe, quais são os tipos de trabalho que você executa?

Eu sempre estudei design sozinho, então acabei aprendendo bastante de várias áreas. Atualmente eu atuo não só como web designer, mas também como designer gráfico, mas os serviços de design gráfico são segundo plano pra mim, só faço caso precise mesmo. Entre os trabalhos que faço, estão layouts para sites, design e desenvolvimento de temas para wordpress e planejamento de campanhas na web.

Rafa, é possível sustentar-se somente com trabalhos de design?

Com certeza. Acho que tanto como freelancer, quanto como trabalhando em uma agência. Existe bastante mercado, ainda mais no varejo. Mas tem que correr atrás, procurar serviço e tentar ser o mais profissional possível.

Filipe, você tem projetos na web?

Tenho sim, um portólio pessoal ainda em desenvolvimento: http://filipe.us/
Um blog sobre design: http://chocoladesign.com/
E um blog que desenvolvi para um grupo de advogados em parceria com o estúdio de design Mangasanta
http://www.osconstitucionalistas.com.br/


Rafa, você acha que o profissional que trabalha com web tem que estar sempre renovando seus conhecimentos, se aperfeiçoando?

Isso não é só predominante pra quem trabalha com web, mas acho ser mais necessário ainda nesse ramo. As novidades surgem mais rápido, de forma mais dinâmica do que em outras áreas.

Filipe, vale mais ser freela ou ter emprego fixo?

Seja por questões financeiras ou por condições de trabalho o que importa mesmo é a felicidade do profissional. Vida de freelancer não é fácil e requer muita disciplina. Trabalhei um ano e meio só de freelancer, seu salário além de variar muito não é pontual, porque nem sempre seus clientes cumprem o prazo dos pagamentos, mesmo que você tenha cumprido os prazos estabelecidos.
Hoje eu trabalho fixo no setor de comunicação do Senado Federal, ter um emprego fixo tem suas vantagens: salário em dia e um valor definido, troca de experiência com outros profissionais e uma certa estabilidade em relação às suas contas.


Filipe, quanto custa em média uma criação para web?

Isso varia muito de trabalho pra trabalho, do profissionalismo, e da experiência de quem executa os serviços. No meu caso, já peguei projetos de trezentos reais e projeto de quatro mil reais. No meu blog, o Choco la Design, eu fiz uma série de cinco posts que pretendo dar continuidade assim que organizar melhor meus horários, que é o Seja Freela, onde eu dou dicas para quem quer começar na vida de freelancer e tem um post justamente falando como se deve cobrar por um serviços. Nele eu listo alguns fatores que influenciam na hora de você fazer um orçamento, como por exemplo, seus custos, horas trabalháveis, lucro, mercado, demanda, quem é o cliente, prazo e onde está o cliente. Se quiser saber mais sobre esse post ele está no link abaixo:
http://chocoladesign.com/seja-freela-5


Para terminar garotos, quais são os seus projetos futuros?

Rafa - Pretendo escrever meu segundo livro, fazer a pós em design. No começo desse ano eu tinha a idéia de fazer um segunda graduação em Web Design pela UDF, mas terminou que o trabalho novo na agência, como diretor de criação, terminou me tomando mais tempo do que eu esperava.

Filipe - Estou empenhado agora no desenvolvimento do meu portfolio em inglês, porque assim que me formar (daqui dois anos e meio) eu pretendo sair do Brasil, provavelmente vou para Toronto, por um ou dois anos, para trabalhar com os melhores profissionais de web do mundo. Não estou desmerecendo os profissionais de web do Brasil, mas as minhas influências são designers gringos na sua maioria. Sem contar que vai ser uma oportunidade de trabalhar melhor o inglês e fazer muitos outros contatos na minha área.

Para conhecer mais o trabalho de Rafael e Filipe siga-os no Twitter: @rafazart @filipesf.
Ou nos sites http://chocoladesign.com http://rafazart.blogspot.com

Por : Dharana Bastos

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