quinta-feira, 3 de março de 2011

Frota de motos cresce cinco vezes mais que a de carros no DF

O Distrito Federal possui pouco mais de 130 mil motocicletas nas ruas. O número, em janeiro deste ano, equivale a 11% de toda a frota de automóveis da cidade. Em 2009, subiu cinco vezes mais que a frota de carros, segundo dados no Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran). Com o aumento na quantidade de motos circulando, consequentemente, os acidentes também são mais frequentes. Em 2000, registrou-se 58 ocorrências com vítimas fatais. Na última pesquisa divulgada pelo Detran, em 2009, chegou a 127.

Raphael Lapa, 24 anos, sofreu quatro acidentes de moto em apenas um ano e meio e todos ocorridos nas vias do DF. “Três acidentes foram de pequena gravidade, só alguns ferimentos leves e grande prejuízo para a moto. O mais grave aconteceu na Estrutural. Uma batida atrás de um carro a uma velocidade de 80Km/h. O carro não tinha luz de freio e freou bruscamente. Fui levado de ambulância para o hospital”, relata o servidor público.
Mesmo com os sustos, o motociclista conta que optou pelo veículo devido à ineficácia do transporte urbano e aos engarrafamentos, que estão cada vez mais frequentes. “Passar mais de duas horas para chegar em casa é desagradável. E com a moto o mesmo trajeto é possível de ser feito em 30, no máximo, 40 minutos”, acrescenta Lapa.

Segundo dados do site do Detran, Ceilândia foi a cidade que apresentou o maior número de acidentes fatais envolvendo motocicletas, 16, seguida por Brasília e Samambaia com seis e cinco ocorrências cada, respectivamente.

Cláudia Ferreira, 29 anos, já causou um acidente com um motociclista. “Eu fui mudar de faixa, não o vi e ele caiu.Parei e prestei socorro, mas não foi nada muito grave, ele só teve alguns arranhões”, conta a comerciante. “Depois desse episódio, presto mais atenção ao mudar de faixa ou fazer qualquer outra manobra. Não quero passar por isso novamente”, diz.

Dados do Detran apontam que cerca de 57,5% dos acidentes que resultaram em morte decorreram da colisão com outros veículos. A maioria dos acidentes fatais ocorreram durante a semana e no horário entre 18h e 23h59.

Flávio Correa, 36 anos, é um dos vários vitimados pela moto. “Dos três acidentes que sofri, dois foram por colisão, mas o que mais me prejudicou foi ocasionado por um buraco. Era noite e estava chovendo muito. Não vi e caí, perto de casa”, conta Correa.

O frentista é morador de Taguatinga. “As ruas estão todas ruins, pagamos IPVA caríssimo e ainda sofremos acidentes por conta do mal cuidado das pistas. Vamos ver se o novo governo faz algo por nós que usamos motos, porque vias ideais eu sei que só com muito tempo. É a dura realidade", finaliza Flavio.

Por Dharana Bastos

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